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Poema de Nitai Perroni
Re-ligações por Sinais
De manhã acordo com as badaladas de sinos Será uma torre a despertar devaneios londrinos com seu sino percutido no horário britânico Ou a comunicação barroca na linguagem dos anjos?
Ao sair de casa, rumando ao tempo porvir, Ouço umas sublimes sinfonias inefáveis a tocar São os sinais de antiquíssimas igrejas que ali Guardam resquícios épicos de sinos que continuam a cantar
Pelo caminho atravesso inúmeras pontes que, sob suas abóbodas Escondem quilos e quilos de pepitas de ouro Ligando as margens dos tempos mais remotos da história Aos mais importantes acontecimentos vindouros
Tempo que me vêm sempre a bater na porta De minhas lembranças guardadas na memória Despertada por várias lavadeiras em coro Que cantam à beira das pontes suas tristezas e glórias
No fim da tarde, novamente, os sinos tocam para anunciar Na mais singela de suas benevolências Desde a morte de um plebeu que eternamente se calará Até a alegria de reis felizes pelo seu filho em nascença
De noite, sonhando, regozijo de uma nostalgia sem fim Referente aos tempos, antigos ou futuros, que não cheguei a viver Mas que, através de re-ligações por sinais, descrevem a mim Um amor, que na história de minha amada pátria, sempre há de crescer.
Nitai Perroni e o troféu de 1º lugar
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